Distribuição Digital – Comparação – Qual a melhor?

Sabemos claramente que o CD está com seus dias contatos. A venda de música nessa mídia cai ano a ano e, em breve, o CD se tornará peça de museu. O mercado de música aponta para a venda de faixas individuais e distribuição digital.

O que eu artista devo fazer em relação a isso? O artista deve colocar toda sua obra disponível para venda digital. Como fazer isso? Simples: você escolhe uma distribuidora digital, faz upload das suas músicas lá e pronto! Em poucos dias suas músicas já estarão disponíveis nas melhores lojas como iTunes, Amazon Mp3, Rdio, Deezer, Spotify, etc. Quando houver uma venda em alguma dessas lojas, o seu distribuidor repassa para você o valor da venda, com algumas deduções.

Aí é que começa a complicação. Quanto fica para mim? Quanto fica para o distribuidor? Qual é o melhor serviço em relação a custo/benefício? A resposta é: depende! Depende principalmente do quanto você acha que será sua venda. Alguns distribuidores cobram uma taxa fixa única por álbum, outros cobram uma taxa anual, outros cobram comissão sobre as vendas e alguns fazem uma mistura dessas três coisas.

Preparei uma tabela comparativa para ajudar o artista na sua escolha. Veja só:

OneRPM CDBaby Tunecore Tratore
Comissão 15% 9% 0% 25%
Taxa única +-$30 $49 $29.99 0
Taxa Anual 0 0 $49.99 0

Sem prestar muita atenção, alguém pode pensar: “vou com a Tratore, ela não cobra taxa nenhuma”. Porém, a comissão da Tratore é uma das mais altas. De cada $100 que você vender, $25 fica com ela. Enquanto que a Tunecore não fica com nada de comissão, embora suas taxas fixas sejam bem mais altas. Para visualizar melhor essas diferentes situações, fiz um gráfico:

Esse gráfico leva em conta um período de vendas de 4 anos. Por essa razão, o Tunecore começa US$180 negativo (1 taxa unica + 3 anuais). Analisando o gráfico, vemos que, se sua venda é menor do que US$200 em 4 anos, ou seja, US$50 por ano, a Tratore é sua melhor opção. Se sua venda é US300 ou mais por ano, já compensa utilizar a CDBaby. A partir de US$700, todas as opções são melhores do que a Tratore. Para escolher entre OneRPM e CD Baby, o ponto de virada seria algo em torno de US$300. Abaixo de US$300, vá de OneRPM. Acima de US$300, vá de CDBaby.

Você artista deve estar se perguntando: tá, mas quanto eu vou vender em 4 anos? Eu não faço ideia! Bom, aí depende muito. Imagina que toda a venda de CDs será substituída pela digital. Então, se você vende 10 CDs por mês, a US$10 cada, nesse caso você vende em torno de US$100 por mês, ou US$4800 num período de 4 anos. Se for assim, se você pretende vender muita música online, então deve optar pelo serviço de distribuição digital que cobra a menor comissão. Veja o gráfico abaixo:

Analisando esse gráfico, vemos que, a partir de US$900 de vendas num período de 4 anos, a melhor opção é a Tunecore e, a pior de todas, a Tratore. A CDBaby fica em segundo lugar, com uma pequena perda em relação ao Tunecore. Se você não quer arriscar muito, vá de CDBaby, que não dá a melhor comissão, mas está bem acima da Tratore e um pouco melhor que a OneRPM.

Sites Brasileiros para Divulgação de Artistas (parte 2) (Screencast #4)

Nesse screencast damos continuidade ao último episódio, falando de mais algumas ferramentas brasileiras para divulgação do artista: Toque no Brasil, Palco Principal, Clube Caiubi de Compositores e Conexão VIVO. Mostrando como se cadastrar e quais as principais funcionalidades de cada uma dessas ferramentas, que possibilitam envio de fotos, vídeos, agenda de shows e acesso a mensagens de fãs e amigos, além de uma maneira rápida e fácil de se inscrever em vários festivais de música espalhados pelo Brasil.

Sites citados nesse screencast:

Sites Brasileiros para Divulgação de Artistas (parte 1) (Screencast #3)

Nesse screencast falamos de algumas ferramentas brasileiras para divulgação do artista: OiNovoSom, Palco MP3 e MPB.com. Mostrando como se cadastrar e quais as principais funcionalidades de cada uma dessas ferramentas, que possibilitam envio de fotos, vídeos, agenda de shows e acesso a mensagens de fãs e amigos.

Links nesse vídeo:

Estatísticas do Artista (Screencast #2)

Nesse vídeo falamos sobre as principais ferramentas para avaliar estatísticas e números de como o artista está evoluindo no mundo virtual. Número de visitas, quantidade de vezes que a música foi tocada, perfil dos visitantes, eficácia de campanhas publicitárias. Ferramentas que agregam informações de vários sites como o NextBigSound.

Links desse vídeo:

Primeiros passos na divulgação do artista (Screencast #1)

Nesse screencast, damos algumas dicas de como começar a produzir um artista na Internet, como colocar suas músicas nas lojas digitais, sites de cifras e a rádio online jango.com

Links desse episódio:

O início

Já faz algum tempo que venho fazendo um trabalho “lado B” de produtor musical. Na verdade, não sou um profissional da área, mas tenho tentado me especializar com o intuito de obter um resultado satisfatório para minha primeira cliente.

No caso, essa cliente é a cantora Daniella Alcarpe. Durante todo o ano de 2010 trabalhei na divulgação do primeiro CD da Dani, o “Qué que cê qué?”. Por eu ter vindo da área de TI, minha estratégia foi usar principalmente a Web para divulgar a cantora. Foram várias e várias ações que incluem publicação do material da Daniella em sites de músicas, cifras, tablaturas, palcos virtuais de artistas, rádios online, tvs online, vídeos, além da formação de uma comunidade no Facebook e outras redes sociais e o contato com vários profissionais do ramo musical, em busca de parcerias.

Ao longo de todo esse ano aprendi muitas coisas sobre a Arte de produzir. Sei que ainda tenho muito que aprender, estamos apenas começando, mas já podemos dizer que ficamos muito satisfeitos com o resultado que obtivemos após esse ano de trabalho.

Acredito que o tipo de trabalho que fiz deve ser um pouco diferente do produtor tradicional, por algumas razões:

  • A primeira delas é que nós praticamente não temos nenhum recurso financeiro para patrocinar o trabalho. Isso mesmo: não tem grana! E aí vai a primeira lição aprendida: a Lei Rouanet não serve para nada, não ajuda! Pelo menos para artistas desconhecidos, que estão começando, é praticamente impossível obter patrocínio de empresas para o seu projeto, quando ele não está enquadrado no artigo 18. Nós tivemos o projeto da Daniella aprovado pelo Ministério da Cultura, porém depois de 2 anos de tentativas, nem um centavo de patrocínio. Como não temos dinheiro, a maioria das ações são focadas em coisas que exigem pouco dinheiro (ou nenhum).
  • A segunda razão é que eu não conheço ninguém desse ramo. Tive que aprender tudo na marra, conheci algumas pessoas, mas praticamente não estou inserido nesse ramo, ou seja, não faço parte do networking de produtores, não faço parte da panelinha (se é que ela existe…)
  • A terceira diferença do meu trabalho é que eu sou um cara de Internet. Eu trabalhei mais de 4 anos na Locaweb, maior empresa de hospedagem de sites da América Latina, sou desenvolvedor de software há mais de 15 anos, então conheço razoavelmente bem como a Web funciona. Esse meu conhecimento facilita principalmente na parte técnica do trabalho. Não dependo de NINGUÉM para colocar qualquer coisa na Web, desde um site, blog, podcast, vídeos no Youtube, etc.
  • A última diferença é que a forma de distribuir e vender música está mudando. Está mudando muito! Muita gente já percebeu isso, mas a maioria das produções ainda não sabe muito bem como agir no mundo virtual. Mesmo a presença de artistas consagrados é muito tímida na Internet, isso quando não é completamente nula. Por causa dessa enorme mudança, hoje É  POSSÍVEL que um artista fora da grande mídia seja conhecido e compartilhe sua Arte com o mundo, sem o intermédio de grandes organizações. Claro que, depois que o artista se torna conhecido, a grande mídia se interessa por ele e começa a divulga-lo ainda mais.

Esse blog tem como objetivo apenas compartilhar lições aprendidas e criar uma facilidade para as pessoas menos experientes com o mundo virtual. Artistas independentes, pequenos produtores, pessoas com pouca destreza com a internet podem se beneficiar de algumas dicas que postarei aqui. Não tenho por objetivo ser dono da verdade nem pretendo revelar nenhum grande segredo para alguém se tornar famoso. Acredito que a fama é uma consequência de várias coisas, algumas delas dentro do nosso campo de ação, outras não.

Antes de querer ser famoso, acho que o primeiro objetivo de todo artista deveria ser o de ser autêntico e do compromisso com a verdade. Trabalhar para a humanizar deveria ser o foco do artista. Também não podemos ignorar o fato de que a fama traz consigo uma série de armadilhas que podem transformar a vida do artista num inferno. É preciso muita maturidade e sabedoria para lidar com a fama. Essa maturidade é mais fácil de ser conquistada se as coisas acontecerem de forma natural, no tempo adequado, para que as adaptações psicológicas da pessoa possam se estabelecer por completo.

Gostaria muito de ouvir a opinião de todos sobre os artigos desse blog, não quero que esse canal seja uma via de mão única, mas apenas uma oportunidade para debatermos e trocarmos experiências. Espero que gostem de que está por vir!